Memes não vendem? A verdade sobre atenção, repetição e desejo no marketing
- 5 de fev.
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Atualizado: 6 de fev.

“Não é energético. É sabor energético.”
Se essa frase te fez rir, te irritou ou simplesmente ficou na sua cabeça, parabéns: o marketing funcionou.
Sem explicar produto, sem listar benefícios e sem tentar convencer ninguém, a frase viralizou com o Toguro e tomou conta da internet. E é justamente aí que está o ponto que muitas marcas ainda insistem em ignorar.
O que um meme faz que anúncios tradicionais não fazem
Enquanto boa parte da publicidade ainda tenta persuadir pela lógica, os memes operam em outro território: o da atenção e da cultura. Eles não pedem permissão para existir. Simplesmente aparecem, quebram o padrão e se espalham.
Na prática, memes fazem três coisas que anúncios tradicionais raramente conseguem:
Primeiro, quebram o padrão. Em um feed saturado de promessas, layouts perfeitos e discursos previsíveis, o meme chama atenção justamente por parecer fora de lugar.
Segundo, fazem as pessoas repetirem a mensagem. Quando alguém replica um meme, ela se torna o veículo da marca. A mensagem se espalha sem esforço publicitário direto.
Terceiro, transformam a marca em assunto. Não é mais propaganda interrompendo a experiência, é a marca fazendo parte da conversa.
Quando todo mundo fala, o cérebro entende como relevante
Existe uma verdade incômoda no marketing: o cérebro humano associa repetição social à relevância. Quando todo mundo comenta, compartilha ou brinca com algo, isso ativa um gatilho automático de interesse.
Enquanto marcas gastam milhões tentando convencer o consumidor de que são importantes, um meme cria desejo simplesmente por existir e circular. Não porque explica, mas porque ocupa espaço cultural.
O problema não é verba. É coragem.
Muitas marcas dizem que memes “não combinam com seu posicionamento”. Outras alegam que isso não é profissional o suficiente. Na maioria das vezes, o que existe não é falta de orçamento, mas medo de parecer estranho.
Medo de fugir do padrão.
Medo de não parecer sério.
Medo de perder o controle da mensagem.
Mas em um cenário onde todos querem parecer perfeitos, quem ousa ser diferente é lembrado.
Perfeita ou memorável?
O marketing atual não premia quem fala melhor. Premia quem é lembrado.E ser lembrado, muitas vezes, exige abrir mão da perfeição estética para ganhar relevância cultural.
No fim, a pergunta que toda marca precisa responder é simples, e desconfortável:
Sua marca quer ser perfeita… ou quer ser lembrada?
Confira no vídeo abaixo o que o Bruno Cruz fala sobre o poder do engajamento no marketing digital:




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